terça-feira, 12 de abril de 2011

Últimos livros lidos - Parte I

"Estela não tem dezasseis anos nem sequer um metro e sessenta. Nem tão pouco consegue entender o discurso desse crítico de cinema que se apaixonou por ela e que tem uma mulher que já não fica acordada à espera dele. Mas esta não é outra dessas histórias de amor em que um intelectual maduro cai na armadilha da beleza de uma ingénua adolescente. Estela tem um plano que é tudo menos inocente. Em pano de fundo, os boleros de uma Havana ruidosa e sensual.
A Ninfa Inconstante mostra todas as facetas do estilo de Cabrera Infante: os jogos de palavras que tanto fascinavam esse infatigável explorador da linguagem, as suas referências cinematográficas e literárias, o gosto pelas expressões populares e o sentido de humor único que povoa as suas páginas."

Este foi um dos mais complicados daqueles que li até agora! Tem uma escrita muito densa e a história... bem a história não é muito o meu género. Confesso que não entendi a Estela! No entanto foi óptimo para ficar a conhecer um pouco mais de cinema e de Cuba.

E,

"Durante os anos cinquenta, quando a televisão ainda não chegara ao Peru, era através da rádio que se difundiam os sonhos, se transmitiam as notícias e que as vozes fascinantes que davam alma e forma às histórias rocambolescas que coloriam a sucessão dos dias penetravam em casa das famílias... Terá sido por essa altura que Pedro Camacho, autor e intérprete de folhetins radiofónicos boliviano, foi contratado para aumentar a audiência da Rádio Central de Lima, e que a tia Júlia, recém-divorciada, chegou igualmente da Bolívia para transformar a vida de Varguitas, estudante de direito, aprendiz de escritor e responsável pelos serviços de informação de uma estação de rádio.
A estrutura deste romance desenvolve-se em dois níveis que correm paralelos numa perfeita alternância. Por um lado, Varguitas e a sua adolescência, a descoberta do amor e da tia Júlia, a mulher flaubertiana com quem terá uma relação amorosa; por outro, a imaginação prodigiosa de Pedro Camacho e as suas histórias delirantes, aventuras que no fim se confundem para se tornarem uma só. E, subjacente a ambas, a voz difundida pelas ondas populares de uma estação de rádio de Lima, que possibilita o reencontro último com a dimensão mágica da palavra."

Muitas histórias num livro só... Ao início foi complicado perceber o que se estava a passar, mas a partir do meio li-o de um fôlego só! Aconselho-o vivamente;) Mostra o que as rádio-novelas significavam num mundo sem televisão e também a enorme força e peso da família em certas culturas. 

BTW: Estes foram os livros que mais demorei a ler...

Bjs

4 comentários:

M. disse...

Nem o autor conheço:(

MAG disse...

O segundo ganhou o Nobel da literatura;)
Bjs

Nokas disse...

Que belas sugestões :)

Anabela disse...

Tenho o segundo em lista de espera :)))
Bjs