Sempre preferi não me afirmar. Tinha ideias, mas não as discutia em grupo. Não gostava do conflito. Agora com o passar dos anos, talvez por estar mais velha e rezingona, não me apetece propriamente estar calada.
Não gosto de ter partido (ser filiada), os partidos são compostos por grupos de pessoas e programas políticos e estes mudam ao longo dos tempos, tal como as pessoas que os representam. Acho que algumas empresas públicas estão a ser vendidas ao desbarato, pelo lucro fácil do presente, mas acredito, em parte, no capitalismo. Acho que se pagamos impostos algumas coisas deviam mesmo ser gratuitas para todos, como a educação, a saúde e a justiça. Sou uma idealista e sei que o que devia ser, o que todos queremos que seja, nunca irá acontecer e não existe nenhum partido em Portugal que represente por inteiro os meus ideais. Acredito no euro e sempre me afirmei como europeia. E acredito que esta nova aliança à esquerda é melhor que o que tínhamos, mas a ver vamos. Ainda falta ver o que realmente vai mudar...
Em relação ao presente, acredito que, apesar de alguns terroristas que possam estar a entrar na Europa, temos o dever de salvar os milhões de refugiados que fogem da guerra e dos terroristas no seu próprio país. Acredito que somos todos seres humanos e que nos temos de ajudar uns aos outros a sobreviver. Que 4000 não são mais importantes que milhões.
Acredito que não podemos olhar apenas para o que se passa na Europa, mas para a "big picture" do que se passa no mundo inteiro. Acho os ataques em França foram actos terroristas e não representam de todo nenhum tipo de religião.
Acho que os telejornais, especialmente na televisão pública, são parciais e filtram as notícias. Acredito que deviam dar mais notícias internacionais e menos centradas na Europa e no nosso próprio umbigo e todas com o mesmo tempo de emissão, todas com a mesma importância.
Somos todos seres humanos e o planeta Terra é a nossa casa. Temos de aprender a viver em paz.




