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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Serenidade

Antes achava que para ser feliz tinha que ter uma vida mais simples, mais ou menos como nos livros que tanto gosto do Nicholas Sparks, em que me parece sempre que algumas personagens já estão mais ou menos conformadas e felizes com as vidas que têm. Achei que era isso que devia procurar – a simplicidade. E para a conseguir tinha de encontrar as coisas simples, encontrar o emprego perfeito, mudar de vida, enfim...mudar as coisas.

Actualmente cada vez menos penso que seja esse o caminho a seguir, pelo menos não da forma como pensava nele. Não se trata tanto de pensar em encontrar o emprego perfeito, os amigos certos e o amor tal e qual como o imaginamos, mas sim a forma como pensamos as coisas e gerimos as nossas expectativas.

Por exemplo, neste momento penso que nenhum emprego é perfeito mas este, de entre todos, adapta-se a mim. Há dias em que me irrito imenso e as pessoas parecem mais implicativas, mas agora conto com esses dias! Respiro fundo e deixo as coisas acalmarem. No fim tento fazer um balanço da maioria dos dias e a na sua maioria corre tudo bem, embora ainda existam alguns, excepcionalmente, muito muito maus…

Nas pessoas deixei de esperar que me decepcionassem ou que me ligassem de volta. Embora ainda seja incrivelmente insegura, agora ligo eu, mando mensagens, faço elogios e tento concentrar-me nas coisas boas. Afinal todos temos defeitos. Continuo a ter algum medo que descubram os meus e deixem de ser meus amigos, mas já não deixo que esse medo me afecte e se me apetece ligar a alguém ligo.

Agora sim, acho que cada vez vou sendo mais feliz e começo a dar o devido valor a tudo o que me rodeia.

Bjs

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Ainda sobre Sábado...

(Imagem retirada da Internet)

No fim paguei apenas 30€ por uma braçadeira e o carro voltou para casa no próprio dia:) Quando cheguei a casa estava estacionado à porta. (Thanks:)

Entretanto já tinha estado com os meus amigos (coisa que queria muito e já estava combinada) e ainda fui comer um gelado ao Santini e passear à beira-mar ;)

Bjs

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Bem mais calma...

Eu sempre fui pessimista por natureza e triste, andava sempre triste. A certa altura deixei-me ir… vivia os dias como se não existisse nada capaz de me tirar da apatia em que me encontrava. Fazia o que tinha a fazer como se fosse um sacrifício necessário antes de poder voltar para a cama e ficava muito ansiosa e a tremer quando acontecia algo fora do normal.

Depois, e em primeiro lugar, arranjei um novo emprego. Sei que não existem empregos perfeitos, nem eu vinha com essa expectativa, mas este adequou-se aquilo que eu pretendo agora – uma vida mais calma e com tempo para a poder viver. Já não me chegava um bom ordenado, levantar de manhã, deitar à noite e tratar da roupa e das compras ao fim de semana!

Posteriormente, quando já trabalhava há uns mesitos e já conhecia a rotina, inscrevi-me no ginásio. Comecei a ir às aulas de Body Balance e a aprender a concentrar-me apenas na minha respiração e/ou na música. Foi a primeira, e mais importante, lição que retirei das aulas. Não foi logo na primeira aula, mas lá para a terceira ou quarta comecei a encarar a vida de outra forma. Não digo que fosse logo mais feliz, mas pelo menos aprendi a desligar sem me sentir culpada. Lembro-me de ir pela marginal a ouvir uma música calminha e desligar… quer dizer, não totalmente, mas o trânsito estava parado e eu concentrei-me apenas na música e tentei afastar o resto dos pensamentos. Quando cheguei a Caxias e voltei a parar no trânsito, resolvi aproveitar só a paisagem: do lado direito estava uma casa amarela linda com pedra nas laterais e do lado esquerdo um farol, seguido da ponte 25 de Abril e do Cristo Rei. Nesse dia cheguei mais calminha ao emprego e, desde aí, fui acalmando progressivamente.

Eu lembro-me que fui para o ginásio especificamente para ir às aulas de Body Balance por causa do equilíbrio, da concentração e da parte da meditação. Não sei se o equilíbrio já está bom, mas pelo menos a concentração tenho notado que está a melhorar. Já não me desequilibro tanto a fazer os exercícios porque me concentro apenas num ponto e em fazer o máximo que consigo, antes de começar a coxear de um lado para o outro.

Neste momento sinto-me extremamente grata, entre outras coisas, pela professora que me calhou dar as aulas. Já tive aulas com mais quatro professoras, todas diferentes, mas que em nada se assemelham com a sua forma de dar as aulas. Eu saio de lá bem mais calminha e na parte da meditação consigo abstrair-me de tudo. Sabe tão bem não pensar em mais nada que não “inspirar e expirar” sem me sentir minimamente culpada. Desligo completamente e aqueles minutos de descanso do cérebro sabem-me pela vida;)

Bjs

quarta-feira, 30 de março de 2011

Pedido de opinião.

Tenho uma professora a quem estou muito grata por tudo o que tem feito por mim e gostava de lhe demonstrar essa gratidão, até porque acho que é sempre bom mostrar às pessoas o quanto as valorizamos. Como já não ando na primária, não vou propriamente levar um desenho ou uma maçã... Alguém tem ideias?

Bjs

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Sinto-me agradecida!

Quando há dois anos via no programa da Oprah que nos devíamos sentir mais agradecidos e enumerar as coisas boas que a vida nos dá, a mim custava-me a acreditar que alguém, pelo menos em Portugal, pudesse estar agradecido por alguma coisa. Trabalham-se longas horas, a maior parte das vezes não remuneradas e sem qualquer respeito pela vida pessoal, a rede de transportes, apesar de boa, está sempre a transbordar, ganha-se mal, tem-se pouco tempo e as pessoas têm por hábito dizer que estão mais ou menos.

Na altura eu estava a recibos verdes, ganhava mal, chegava tarde a casa e o carro era apenas uma miragem num horizonte longínquo.

Hoje, passados dois anos, é tudo diferente. Esperei até arranjar um bom emprego, sendo que é bom para mim, adequado a mim e não aos ideais da maioria. Ganho pouco e após as contas que tenho para pagar e o ginásio, sobra muito, muito pouco. Não me posso dar a extravagâncias, é certo, mas sou bem mais feliz do que era há dois anos atrás. Já conduzo o que faz com que chegue mais cedo o que, por sua vez, me possibilitou a inscrição no ginásio. Agora tenho mais tempo para ler um bom livro e fazer exercício e ando bem mais calma.

No ginásio fiz novas amigas e saio de lá super feliz! Lá existem pessoas extraordinárias que se lembram do meu nome e se preocupam comigo. E as aulas de Body Balance acalmaram-me imenso.

Agora já posso agradecer. Agradeço a quem acreditou em mim. A quem me obrigou a lutar. A quem me deu meios para andar. À minha família. Ao meu namorado. À família do meu namorado. Aos meus amigos e aos colegas. E ao pessoal do ginásio onde ando que, aos poucos, se vão enquadrando na categoria de amigos.

Tenho também que agradecer a quem me responde às mensagens, pelo carinho e preocupação demonstrados, o que tem sido excepcional! Nunca pensei que alguém fosse ligar ao que escrevo. Agora todos os dias acredito um pouco mais em mim.

Todos os dias sou um pouquinho mais feliz ;)

Bjs